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O problema é que mudou. Você mudou de nome, mudou de rosto e eu mudei de ideia. Você perdeu o gosto, perdeu a cor e eu me enchi de graça. O som da sua voz tão muda se tornou uma canção que eu não me lembro o nome. E as carícias naquela noite perdida, foram achadas jogadas no chão beijando o meio-fio. E aquela menina foi deixada sozinha num verão desbotado que ficou pintado num quadro que ninguém nunca vai esquecer. E esse tal de amor que ela carregava no peito nunca coube em meros 18mm, nunca gostou de voar e sempre preferiu sorrisos bobos em festas caídas, mas boas o suficiente para fazerem-no querer dançar. E pra esquecer de toda aquela dor basta o prazer de poder tentar fugir daqui e dormir no braços de alguém e fingir que está tudo bem, enquanto estrelas caem, anéis se quebram e a televisão fala sozinha. Porque na verdade a felicidade é complicada, o que torna todo o resto muito mais simples. É ilusão de ótica.
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