E você a me dizer que os sentimentos são mais valiosos que os gestos. Então, ainda acredita que o amor é tudo? Tudo bem, faça-me de tolo nas lerdas horas incertas das quais tento me reencontrar depois de uma tormenta. No final, suas boas intenções continuam a movimentar a roda-gigante que me mantém suspenso em sua gravidade. Ando passos incertos, rumo à confusão de seus olhos castanhos. Dias sem paz e folhas amareladas deixadas no travesseiro antes mesmo de abrir os olhos e ganhar mais um dia sem flores ou poesias. Sonhos coloridos foram deixados em um piscar de olhos, mesmo anteriormente de terem tempo suficiente para que fossem maturados. No local que deveria ritmar a compaixão, agora cicatriza uma lacuna interminável. O que faremos com tudo que ficou sobre os ombros cansados? Fingir que nada aconteceu e seguir em frente? Ou simplesmente culpar o desconhecido medo do outro? Como cegos, tateávamos no escuro que cultivamos com a nossa ausência. Dias incertos e a vontade de recomeçar antes de ser dada a largada do páreo principal.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
domingo, 22 de agosto de 2010
Tudo perdeu o gosto
A música que ouvia há alguns meses não faz mais o menor sentido. São duas horas da manhã de uma madrugada cinza. Vejo vultos nos corredores. Carros apressados que não partem ou chegam a lugar nenhum. Uma dose ordinária de álcool vulgar para não me lembrar a dor que não me esquece. Peito aberto e ardendo; o frio é intenso, a magoa, fatal. Estou preste a cair do décimo andar. A queda é longa; a dor surda, inevitável. Imagino meu corpo estirado entre os transeuntes em suas pressas rotineiras. Penso em te ligar. Desisto no segundo seguinte. Sinto a ferrugem que alimenta a solidão a engasgar a garganta rouca de palavras insólitas. Sua voz ecoa em minha cabeça, dizendo que eu preciso de um banho e uma noite de sono. Enquanto a cidade devora as almas em cicatrizes escondidas nas confusões urbanas, estou à beira de um abismo prestes a despencar. Desabar ou deixar-se cair é só mais um passo. Vou quebrar os móveis, destruir a casa, acordar os vizinhos, discar seu número e falar que preciso dormir em seus braços. Depois, despedir-me da vida e deixar que um transe profundo me leve de volta ao começo. Bem vinda ao paraíso!
Vermelho bobeira.
O problema é que mudou. Você mudou de nome, mudou de rosto e eu mudei de ideia. Você perdeu o gosto, perdeu a cor e eu me enchi de graça. O som da sua voz tão muda se tornou uma canção que eu não me lembro o nome. E as carícias naquela noite perdida, foram achadas jogadas no chão beijando o meio-fio. E aquela menina foi deixada sozinha num verão desbotado que ficou pintado num quadro que ninguém nunca vai esquecer. E esse tal de amor que ela carregava no peito nunca coube em meros 18mm, nunca gostou de voar e sempre preferiu sorrisos bobos em festas caídas, mas boas o suficiente para fazerem-no querer dançar. E pra esquecer de toda aquela dor basta o prazer de poder tentar fugir daqui e dormir no braços de alguém e fingir que está tudo bem, enquanto estrelas caem, anéis se quebram e a televisão fala sozinha. Porque na verdade a felicidade é complicada, o que torna todo o resto muito mais simples. É ilusão de ótica.
sábado, 21 de agosto de 2010
Antes do Sol Nascer.
Em meio aos cacos deixados sobre a pia imunda, tentei procurar aquilo que ninguém jamais teve coragem. Juntei fragmentos de utopias esquecidas e versos escritos ao acaso, que, por descaso, deixei em cima das roupas sujas. O amor distante a brilhar em nossos olhos a ponto de nos deixar com medo de voar. Disse-me, a maior dor que passou foi perder a inocência: eu também sei, o mundo é cruel e não foi feito para nós. Ainda busco a pureza em cada gesto perdido, a cada palavra não dita. No silêncio é que encontramos nossa melhor retórica. Seus olhos me mostram que está se despedindo da vida. Mesmo assim, você é tão especial. Não pertencemos a este lugar.
Como quem pedia desculpas pelos atos a serem cometidos, sussurrou em meu ouvido aquilo que me martelava a cabeça: escrever é mais difícil que morrer. Eu me suicidava a cada linha torta. E caminhamos rumo ao derradeiro fim a todo instante. Corra. Fuja de seus demônios. Qualquer trajeto que seguir, sempre terá a sensação que não é deste lugar. Respirávamos fundo e mergulhávamos de cabeça num ávido universo sem cor. O sangue amargo escorria pela garganta abaixo. O gosto agro dos derrotados. Corra… Corra… Mas nunca poderá se esconder de si mesmo.
A angústia se torna mais forte ao cair da noite, ao terminar o último copo, no apagar as luzes e fechar os olhos. Ajudas são desnecessárias e o orgulho fere a única bondade que ainda restou nos atos puros. Dentro de mim habitava um menino que morreu quando parei de sonhar. As tonalidades são sempre opacas distantes das retinas claras de sua áurea. Nossas aspirações são tão vazias? Atravessamos o contrário do mundo sem sair do chão. Como mergulhar de cabeça num mar raso sem se ferir? Afinal, somos apenas peças num tabuleiro sem nexo e prestes a serem devoradas no próximo lance de sorte.
Temia mais o medo de sua falta que a chuva do outro lado da esquina. Pedi com os olhos para me levar para casa. Com um sorriso, ordenou que ficasse entre seus braços e traumas. Minutos depois, levantou-se e, com a boca em copas, disse que minha casa estava em qualquer lugar que quisesse fazer moradia. Levantei assas e voei para perto de seu peito ferido. Enquanto ouvia o seu coração ainda desritmado, entregou-se num breve alento. Como entender as armas do amor? Por um instante, fechou-se em uma redoma de vidro impermeável. Percebi que o melhor a fazer era deixar que o opaco da noite conduzisse o cinza que viria. Deixei a casa vazia e partir sem rumo para algum lugar que pudesse rever o nascer do sol. Neste momento, perdemos-nos…. parecia que para sempre.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
lances da vida.
Logo descobri que tudo não passava de um engano.
ela não tinha me deixado por completo, mas havia arrancado um pedaço
de mim ao se envolver com ele. Já nao sentia mas o mesmo desejo que antes
sentia por ela, também não sabia se ela sentia o mesmo, a chama que ardia em nossos corações acabava de se apagar, não sei se era realidade ou se era merautopia só sei que não explico com palavras a dor imensa que senti.
Não fui embora como havia comentado no passado. Simplesmente fiquei me debruçando entre os lençoes tentando esquecer a auqela triste cena.
I.A.
- Por um momento parei de ser, quem eu queria que eu fosse. comecei a ser
quem eu realmente sou, percebi que não se deve parar pra levar discuções
à sério. é perca de tempo, quando alguém me contesta, não disperta mais
minha raiva. simplismente aprendi que críticas só servem para esvaziar a
mente; por isso prefiro dispensá-las. prefiro gastar meu tempo com
coisas boas, falando palavras sinceras, espalhando bom humor e energias
positivas por aí. enxergar a vida de um jeito bem mais doce é muito mais
emocionante. atrás de cada pensamento ruim se esconde o desejo de ser
feliz. felicidade a gente conquista através do que somos e do que
fazemos. não tente ser o que você não é, não se iluda com uma vida cheia
de promessas tentadoras. depois de MUITO, eu aprendi isso. e agora sim, posso dizer que Sou Feliz.
seria um lindo caso de amor.
- Só hoje quando presenciei aquela cena pude
Perceber que ela já não mas me amava, e
Que tudo havia acabado de vez.
Seria um lindo caso de amor...
Mas apenas seria... Por isso vou partir
E deixarei aqui as tristezas
E decepções, pois quando voltar
Não serei mas o mesmo,
pois a vida prega peças
e numa delas eu cai, mas com isso
Amadureci
E hoje eu sei que não importa mais,
Por que não vamos voltar atrás e lutar por um sentimento
sem sentido.
I.A.
sem sentido.
I.A.
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